Peru: Machu Picchu Pueblo e O Que Fazer em Águas Calientes

No planejamento de nossa viagem para Machu Picchu, resolvemos ficar 2 noites em um hotel em Águas Calientes (também conhecido como Machu Picchu Pueblo), cidade base para conhecer uma das 7 maravilhas do mundo. 
 
O objetivo primordial da primeira noite era poder chegar bem cedo em Machu Picchu. E funcionou bem e recomendamos. 
 
O objetivo da segunda noite foi para garantir que realmente iríamos conhecer Machu Picchu bem. Eu não tinha certeza se apenas um dia seria suficiente para conhecer todo o sítio arqueológico. Fiquei também com receio de estar justamente chovendo no dia de nossa visita. Imagina só. Precavido como sempre, pensei em um dia reserva. 
 
No final deu tudo certo e conhecemos bem a cidade inca em apenas um dia. 
 
Quase tudo né? O tão esperado nascer do sol em Machu Picchu não rolou pois o tempo estava nublado. Mas depois o tempo abriu e fez um lindo dia. 
 
Compensava voltar no dia seguinte para ver o sol nascer? Em função do custo da entrada (cerca de 50 dólares), achamos que não. 
 
No dia seguinte, ainda em Águas Calientes e com passagem de trem comprada para às 14h30 (que não conseguimos antecipar), restou preencher nossa manhã em Águas Calientes. E afinal, o que há para fazer por lá. 

O que fazer em Águas Calientes – Machu Picchu Pueblo

Vale a pena ficar em Águas Calientes?

de Fábio Pastorello

Machu Picchu Pueblo, como também é conhecido o vilarejo de Águas Calientes


O vilarejo é minúsculo e literalmente cortado pela linha de trem (onde você desembarca vindo de Cuzco ou Ollantaytambo) e pelos rios Águas Calientes e Urubamba.

Respondendo logo a pergunta se vale a pena se hospedar aqui, acho que valeu para poder acordar bem cedo (4h) e poder aproveitar mais a cidade inca. Às 5h já estávamos no ponto de ônibus para pegar o ônibus (e acreditem, a fila já era enorme). 

Também achamos a noite de Águas Calientes agradável com diversas opções de restaurante a preços convidativos. Pesquise bem e irá encontrar boas opções. O clima do lugar é de um destino de viagem: turistas de todo mundo e, lógico, gente querendo tirar o dinheiro deles.

Águas Calientes – Onde Ficar

Nós ficamos hospedados no Hotel Wiracocha Inn.

Em relação à localização, acho que não há muito o que errar pois o vilarejo não é muito grande, então praticamente em qualquer lugar você estará bem localizado.

Hotel Wiracocha Inn fica na mesma rua onde se pega o ônibus para Machu Picchu, cerca de 10 minutos caminhando do ponto de ônibus e da estação de trem. 

Também não vimos problemas em caminhar à noite por lá, e exploramos bem o lugar.

Em relação à qualidade do hotel, razoável. Pagamos 65 dólares a diária, para 2 pessoas. O hotel tinha alguns problemas no banheiro (o chuveiro parava de esquentar várias vezes, tivemos que chamar o pessoal algumas vezes) e de noite entravam alguns insetos pela janela, mesmo com elas fechadas.

De resto, o quarto é amplo e confortável, mas reduza bem as expectativas, só para dormir, ou pesquise outras opções no Booking.com melhor ranqueadas pelos hóspedes.

Águas Calientes – Mapa

Para se localizar em Águas Calientes, veja o mapa abaixo.

A cidade basicamente está dividida em 3 ruas principais. Uma delas é o caminho do trem, que depois segue para a entrada de Machu Picchu.

Trilho do trem que chega em Águas Calientes (última parada para quem vai até Machu Picchu)

Outra rua acompanha o rio Águas Calientes (é o rio menor no mapa). Subindo ela, você chega nos Banhos Termais.

Rio Águas Calientes e a cidade, cercada de montanhas

Paralela à rua do rio Águas Calientes, está uma rua repleta de restaurantes e boa noturna, a Avenida Pachacutec.

Avenida Pachacutec, restaurantes e vida noturna para os turistas concentra-se ali

Do outro lado do rio, você encontra um mercado de artesanato local. São muitas barracas, os preços são razoáveis, mas em Cuzco os preços são melhores.

Ver mapa ampliado no Google Maps

 

Banhos Termais

 

Logo pela manhã do nosso segundo dia em Águas Calientes, visitamos os Banhos Termais, que são piscinas de águas bem quentes (com temperatura que pode chegar aos 40 graus).

Sinceramente, o lugar não é agradável e as águas não parecem muito limpas. O cheiro de enxofre também é um pouco desagradável.

Na entrada eles dão uma toalha e a chave para utilizar um armário, já que você não pode entrar na área das piscinas com seus pertences. Não me lembro exatamente do preço, mas é barato, cerca de 10 ou 15 soles por pessoa.

Mas o lugar é totalmente dispensável.

 

 

 

Caminhada às margens do Rio Urubamba

Melhor foi percorrer o caminho do ponto de ônibus até a entrada de Machu Picchu, antes de subir o morro.

No dia anterior eu tinha notado o caminho (de dentro do ônibus) e tinha achado interessante.

Resolvemos conferir a pé.

Há um caminho cheio de flores e durante todo o tempo fomos margeando o rio e andando entre as montanhas.

Caminhamos até uma ponte que cruza o rio e de lá começa a subida pela montanha até a cidade inca.

Cruzando o rio, começa a subida para Machu Picchu

Foi um passeio gostoso, que nos ajudou a preencher o tempo em Águas Calientes.

 

 

Caminhando às margens do rio Urubamba, no caminho a pé para Machu Picchu

Por volta das 12h30, ainda almoçamos. Fiquei indignado com o atendimento do restaurante, pois uma moça na entrada nos prometeu Pisco Sour e depois uma outra (terrivelmente grossa, aliás) nos disse que não tínhamos direito. Coisa de peruanos trambiqueiros, coisa que também acontece no Brasil.

É preciso estar atento aos golpes para atrair e enganar clientes.

E às 14h30, estávamos em nosso trem, de volta para o Vale Sagrado.

Confira a seguir: Ollantaytambo – Diário de Viagem


© 2012 Fabio Pastorello. Todos os direitos reservados. A reprodução de textos e/ou imagens não é permitida sem prévia autorização do autor.

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Fabio Pastorello

Fabio Pastorello

Editor do Viagens Cine, fotógrafo e videomaker. Curte cinema e leva a vida e as viagens com toques de romance, drama e aventura. Formado em Letras, ex-bancário e muito mais feliz como blogueiro de viagens.

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