Um passeio pelo Cânion do Xingó

Quando visitei Aracaju, em 2011, um dos meus principais objetivos era conhecer o Cânion do Xingó.

A região parecia belíssima, e no momento a televisão estava passando a novela Cordel Encantado, que tinha algumas cenas filmadas nesse lugar.

Dessa forma, uma das primeiras coisas que resolvemos agendar quando chegamos em Aracaju foi o passeio para o Cânion do Xingó.

 

Visitando o Cânion do Xingó, via Aracaju

Cânion do Xingó

Dicas Básicas

COMO CHEGAR: Através de passeios agendados com operadoras locais

QUANTO CUSTA: De R$ 100,00 a R$ 120,00, dependendo da operadora (incluso o catamarã)

QUAL A DURAÇÃO: Saída às 7h e retorno ao hotel às 20h

O QUE VISITA: No restaurante Karrancas, pega-se um catamarã até o Cânion. Depois do passeio, parada para almoço no Karrancas. Na volta, há uma parada em uma casa de doces. 

QUANDO IR: No inverno (entre os meses de maio e agosto) chove mais e a água também fica mais gelada. Nos demais meses, bastante sol e águas mais quentes. 

Para quem fica hospedado em Aracaju, a melhor opção é mesmo fazer um passeio bate e volta para Canindé do São Francisco, cidade base para conhecer o Cânion. Todas as operadoras locais oferecem o passeio, já que o lugar é uma das grandes atrações de turismo do Sergipe. No entanto, considere que o passeio é bastante cansativo, são várias horas dentro do ônibus. De qualquer forma, é uma das atrações imperdíveis de lá.

Cânion do Xingó, um vale de montanhas banhado pelas águas do rio São Francisco

Nós agendamos o passeio pela Nozestur. A operadora foi indicada pelo hotel em que estávamos hospedados. Na dúvida sobre qual operadora escolher, opte sempre por aquelas indicadas pelo seu hotel ou alguma que você saiba onde é o endereço físico. Assim, fica mais fácil fazer alguma reclamação, seja diretamente na empresa, ou via hotel que agendou o passeio.

Acordamos às 5h15 da manhã para banho e café da manhã. Às 6h30 estava marcado da Nozestur nos pegar, mas eles só passaram às 7h15.

Paisagem pelo caminho, ainda distante de Canindé de São Francisco

Como de costume, depois disso ainda foi um pinga pinga até que o ônibus fosse completamente lotado. Acho que 1h depois estávamos saíndo finalmente com destino a Canindé de São Francisco.

A guia Erika era simpática e durante o percurso comentou um pouco das cidades do caminho. Fizemos uma parada para lanche, de 15 minutos, e chegamos finalmente no restaurante Karrancas às 11h30.

No caminho, a paisagem foi se modificando aos poucos, desde vegetação de serra (mata atlântica) até caatinga, com direito a cactos, mandacarus e até plantações de girassóis (já perto do São Francisco). Tudo ao contrário do que imaginava para o sertão sergipano. Tá certo que estávamos no inverno, mas de qualquer achei a vegetação bastante diferente.

Já em Canindé, a vegetação incorpora os cactos e mandacarus

A viagem deixou um gostinho de quero mais. A guia comentou um pouco mais sobre a cultura dos sergipanos, inclusive tinha várias informações que conversavam com a novela “Cordel Encantado” da Globo, que também estava passando na época e que eu gostava muito de assistir. Toda a história do cangaço e de Lampião passa por aqui.

Inclusive algumas cenas da novela foram rodadas nessa região, e são muito bonitas. Quando chegamos na cidade de Canindé de São Francisco a guia falou que também podíamos considerar que estávamos chegando em Brogodó (cidade fictícia da novela), mas a semelhança era muito pouca, para não dizer nula.

Durante o caminho, também acertamos o passeio, que saiu por R$ 115,00/pessoa. Depois descobrimos que outras empresas fazem por menos, o preço pode chegar até R$ 100,00. O passeio já inclui o bilhete da catamarã, que custa R$ 50,00.

Restaurante Flutuante Karranca’s, de onde se
pega o catamarã para conhecer a região

Como a parada fica em um lugar isolado, o restaurante flutuante Karrancas, só há essa opção de refeição, que saiu por R$ 28,00/pessoa, que eles pedem para acertar antes. Quem quiser economizar, também tem umas opções de comer uns beliscos no local.

Depois de todos os atrasos, acabamos chegando em cima da hora do catamarã e fomos os últimos a embarcar. Enquanto aguardávamos, o catamarã foi enchendo, enchendo, mas afinal conseguimos pegar um lugar bom, no segundo andar e na parte frontal.

A viagem pelo rio São Francisco, no início, é um pouco chata, demora cerca de 1 hora para afinal se chegar nos cânions. O tempo estava meio nublado, o que também não ajudou.

No caminho ficam tocando músicas regionais. Eles vendem o CD.

O catamarã navega pelas águas do Rio São Francisco e por entre os cânions da região

Depois o rio transforma-se em um lago, o Lago Justino, que se originou depois de um alagamento provocado por uma barragem da usina hidrelétrica da região.

Quando afinal as montanhas se afunilam em torno do barco, o trecho é curto até que se chegue na Gruta do Talhado, onde o barco faz a parada para mergulho.

A cor da água é bem verde.

Fizemos um passeio rápido de canoa, que custa R$ 3,00, mas é curto demais embora permita uma aproximação com as formações rochosas.

Depois da canoa, tiramos várias fotos e nadamos um pouco nas águas.

Passeio de canoa percorre um pouco mais de perto uma parte da Gruta do Talhado
Estrutura flutuante que permite os mergulhos e conta até
com uma piscina infantil
Flutuação das águas incrivelmente verdes do local

Após cerca de 1 hora de parada, hora de voltar. Mais uma hora de barco e almoço no restaurante Karrancas, comida à vontade mas nada muito especial.

Depois do almoço, saímos por volta das 17h e encaramos uma viagem longa de volta, com uma curta parada para conhecer e saborear os doces da Casa da Dona Nena, com doces caseiros como cocada, doce de leite e biscoitos, todos gostosos e relativamente baratos. Compramos e comemos muita coisa.

Doces da Casa da Dona Nena

Apesar da região ser interessante e muito bonita, achei a viagem muito cansativa, cerca de 3 horas para ir e depois mais cerca de 3 horas para voltar, fora o tempo da viagem do catamarã, para ficarmos apenas menos de 1 hora no Cânion do Xingó. 

Além disso, a região parece muito interessante e senti uma vontade de explorar mais os cânions e vegetação da região do rio São Francisco, portanto não recomendo o passeio de um dia de Aracaju. Recomendo sim ficar um pouco mais de tempo na região e poder explorá-la com mais tempo, isso lógico para quem tem tempo, quem não tem, fica 6 horas no ônibus mesmo.

Apesar de ficarmos sentados o tempo inteiro, viagem de ônibus cansa, viu?

E você, gostou das fotos? Não esqueça de deixar um comentário e conte suas experiências (se já conheceu) ou expectativas (se ainda pretende conhecer) em relação ao local.

Mapa do Estado de Sergipe, distribuído durante o passeio pela Nozestur
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Fabio Pastorello

Fabio Pastorello

Editor do Viagens Cine, fotógrafo e videomaker. Curte cinema e leva a vida e as viagens com toques de romance, drama e aventura. Formado em Letras, ex-bancário e muito mais feliz como blogueiro de viagens.

15 comentários

  1. Oi, Patrícia. Que máximo que estou podendo te ajudar mais uma vez. Também fizemos o passeio até Mangue Seco (que na verdade fica na Bahia, mas fica mais próximo de Aracaju).

    O passeio da foz do Rio São Francisco também é uma opção, mas não fizemos.

    Já viu nosso vídeo dessa viagem? O link é esse aqui: http://youtu.be/V53VFq1bzk4

    Abraços.

  2. Fabio, obrigada pelo relato! Gostaria de dizer que a sua foto "Já em Canindé, a vegetação incorpora os cactos e mandacarus" está fantástica! Parabéns!

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