Jalapão: Canoagem no Rio Novo

Continuando nossa série de postagens sobre o Jalapão, iremos mostrar algumas das atrações da viagem que fiz em conjunto com os Adventure Bloggers em setembro de 2013. Além de mostrar as paisagens que vimos, também iremos comentar um pouco dos trajetos, da infraestrutura e da organização pela Korubo Safaris Ecológicos, que organizou nosso passeio. 

Um dos programas imperdíveis é o passeio de caiaque pelo rio Novo. Eu já tinha andado de caiaque em praias, mas percorrer o curso de um rio foi a primeira vez. Além do trajeto ser incrível, cheio de praias, linda vegetação e uma água incrivelmente limpa, conta ainda com algumas corredeiras, que fazem a adrenalina da gente subir um pouco. 

Jalapão: Canoagem no Rio Novo

Diário de Viagem | Jalapão – Dia 2

por Fábio Pastorello

Os caiaques e o Rio Novo nos esperando para uma aventura, na Prainha do Safari Camp

A canoagem pelo rio Novo começou nosso terceiro dia de viagem, na verdade o segundo dia no Jalapão. E começou bem cedo, logo depois do café da manhã, fomos até as margens do rio onde o acampamento da Korubo foi estruturado, e começamos a receber as instruções.

Antes de falar da canoagem, vale uma menção à localização do acampamento da Korubo Safaris Ecológicos. Ele fica bem às margens do rio Novo, encravado no Jalapão. Poder ficar hospedado em um acampamento inserido na natureza local foi uma experiência muito interessante, que permitiu um contato intenso com as características da região. 

Quem leu contato intenso, para os pessimistas pode significar que estamos falando de mosquitos e desconforto, mas por incrível que pareça, senti esses aspectos menos do que eu esperava. Os mosquitos, lógico, estão presentes, mas durante a noite, eles não entraram na barraca e em nenhuma vez fui incomodado durante o meu sono. E as instalações das barracas são bem confortáveis, com camas e até banheiro dentro da barraca, o que garantiu uma infraestrutura muito boa.
A barraca no acampamento da Korubo, só fechar direitinho para evitar hóspedes indesejados

O único senão da hospedagem no Jalapão foi realmente o calor. O calor no Tocantins (seja na capital Palmas, seja no Jalapão) é realmente intenso. Entrar na barraca no horário do almoço é como entrar em uma sauna, e até ao ligar a torneira da pia, a água saia praticamente fervendo. Muito quente. Mas a noite refrescar, em uma das noites até passei frio.

Durante o dia, o que predomina mesmo é o calor, por isso, nada mais refrescante que um gostoso passeio pelo rio.

Às margens do rio, tudo começa com o pessoal escolhendo seus equipamentos, como o capacete e os coletes salva-vidas, de forma a garantir segurança ao passeio. 

Alguns itens também são aconselháveis: ir com uma sandália, papete ou um com tênis velho são essenciais, já que em alguns momentos você pode esbarrar em pedras no percurso, portanto é bom proteger os pés. Levar um saco estanque também é uma boa, assim você pode guardar alguns itens dentro e levar no caiaque, sem que eles molhem. Mas só levei o essencial: uma máquina a prova d’água e uma outra máquina portátil, que guardei dentro do saco estanque que o Guilherme Mainieri me emprestou.

Depois, os guias fazem uma aula rápida de como remar no rio, já que muitos são inexperientes. O grupo era bem diversificado, desde aventureiros até pessoas um pouco mais velhas.

Hora de escolher os equipamentos
Olha a minha cara de quem tem familiaridade com o remo
Pessoal reunido antes de começar a canoagem. Foto: Guilherme Tetamanti, Viajando com Eles

Depois do treino com os remos, cada um seguiu para um caiaque. Todos os procedimentos são acompanhados por mais de um guia, que ficam distribuídos durante todo o trajeto.

O trajeto começa bem tranquilo, o trecho inicial do rio é calmo e as brincadeiras do pessoal são garantidas. Em alguns trechos passamos por pequenas, mas bonitas praias.

Aproveitando o trecho tranquilo do rio para tirar algumas fotos

As águas do rio Novo são super limpas e cristalinas, tanto que é um dos últimos rios potáveis do mundo.

Olha só se as águas desse rio não são convidativas

Depois começam as corredeiras. É nesse momento que a adrenalina começa a acelerar, principalmente depois que eu comecei a ver algumas pessoas virarem em seus caiaques. Apesar de virar o caiaque significar cair nas águas desse rio super gostoso, que na maior parte dos trechos nem fundo é, eu procurei mesmo é tentar seguir sem virar. 

Para os que viraram, os guias estão sempre atentos e foram socorrer o pessoal. O mais difícil é conseguir voltar para o caiaque, com ajuda fica bem mais fácil.

O mais próximo que cheguei de virar foi uma hora que eu encalhei numa pedra. O caiaque deu uma inclinada e me botou pra fora, mas coloquei o pé numa pedra e consegui voltar para o caiaque. Daí a importância de estar calçado.

Pessoal remando nas águas do rio

Depois de cerca de 2 horas de passeio e 5 km de percurso, fazemos uma parada em uma praia, onde a partir daquele momento os caiaques têm que seguir um de cada vez. Qualquer desvio e vamos parar em corredeiras bem piores daquelas que havíamos pegado até então. Os guias estão atentos para evitar que o pessoal se desvie do rumo.

No final das contas, essa última corredeira acabou não sendo tão assustadora, apesar de ser a mais inclinada. Um pouco depois dela, há uma outra em que a maior parte do povo se atrapalhou, inclusive eu.

Prestes a descer a última corredeira. Foto: Guilherme Tetamanti

E assim chegou ao fim nosso passeio de canoagem no Rio Novo. Incrível, super recomendo. Confesso que fiquei com um pouco de medo antes de ir, mas é super tranquilo, e até mesmo quem virou o caiaque não se incomodou e achou divertido.

Fim do percurso de rio
Não deixem de conferir o vídeo com imagens da canoagem e do pôr do sol no Jalapão.





© 2013 Fabio Pastorello. Todos os direitos reservados. A reprodução de textos e/ou imagens não é permitida sem prévia autorização do autor.

Siga a gente nas redes sociais
 
Facebook YouTube Google+ Twitter Instagram

Insira seu e-mail para receber nossas atualizações:

 


>>> Você irá receber um e-mail, não se esqueça de clicar no link de confirmação.

 

SIGA A GENTE NO INSTAGRAM

share on:
Fabio Pastorello

Fabio Pastorello

Editor do Viagens Cine, fotógrafo e videomaker. Curte cinema e leva a vida e as viagens com toques de romance, drama e aventura. Formado em Letras, ex-bancário e muito mais feliz como blogueiro de viagens.

6 comentários

  1. kkkkkkkk… Precisa ser muito bom pra conseguir virar o caiaque naquele rio!!! rs. Obrigado pela visita, Gleiber. Foi um dos mais legais, também curti muito o fervedouro, as dunas e a trilha até a Serra do Espírito Santo. Vish, fiquei em cima do muro, gostei de quase tudo. rs. Abs.

  2. Foi top mesmo, você sabe que eu nem senti muito falta de protetor solar, mas esqueci de mencionar o repelente. Não passei e em alguns trechos os mosquitos vieram em cima. Abs, Guilherme.

  3. O quê? Teve gente que conseguiu virar o caiaque? Como isso pode ser possível naquelas águas calmas? kkkkkk Brincadeira, Fábio. Belo post. Como um dos que levaram um banho no rio Novo eu só tenho a dizer que é impossível se afogar com coletes salva-vidas e também é impossível não curtir se refrescar naquelas águas abençoadas. Foi o passeio mais legal da viagem, não achou?

  4. Verdade…tinha q deixar a água correr um tempo para lavar as mãos.

    O passeio de caiaque foi top…um calor daquele e poder cair na água a todo momento foi top.

    Dica: protetor solar nas canelas. Não passei e me ferrei 🙂

    Abração Fabio

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.