Caminho dos Canyons – Trilha Canyon Fortaleza

Nosso relato da viagem pelos Aparados da Serra, no sul do país, continua. A região concentra inúmeros canyons. No post de hoje vamos ver como foi o passeio até o Canyon Fortaleza, provavelmente o mais bonito da região. Essa visita ocorreu no nosso segundo dia de viagem e é um passeio de nível de dificuldade moderado, porém que ocupa o dia inteiro. 

operadora de ecoturismo Rota dos Canyons organizou o nosso passeio. Apesar da visita poder ser feita por conta própria, o transporte e a orientação da operadora são fundamentais para aproveitar melhor o local. Além disso, a estrada é, em sua maior parte, de chão, em alguns momentos as condições são bastante adversas para carros de passeio. 

Parque Nacional da Serra Geral – Canyon Fortaleza

Caminho dos Canyons | Diário de Viagem – Parte 3 

por Fábio Pastorello
 
 
 

INT. POUSADA ROTA DOS CANYONS – DIA

Começar o dia na pousada em que ficamos hospedados no Aparados da Serra era sempre uma delícia. O pessoal da Rota dos Canyons atende os hóspedes com muita gentileza e eficiência.

Embora tenhamos ficado hospedados na Pousada Magia das Águas, a expectativa agora é conhecer o Costão da Fortaleza Lodge, a nova pousada que eles abrem em abril de 2014.

Costão da Fortaleza Lodge, nova hospedagem administrada pelo pessoal da Rota dos Canyons
Café da manhã delicioso organizado pela equipe da Rota dos Canyons
Começar o dia com um café da manhã caprichado é essencial para que o dia de trilhas e caminhadas seja perfeito. Só não vale exagerar na comida, senão é peso a mais para carregar.

EXT. SERRA DO FAXINAL / CAMBARÁ DO SUL – DIA

Nosso caminho seria subir a Serra do Faxinal, o mesmo caminho que fizemos para o Canyon Itaimbezinho. Dessa vez, no entanto, continuaríamos viagem, pois o Parque Nacional da Serra Geral fica além do Aparados da Serra. A viagem atravessa o município de Cambará do Sul. Após Cambará do Sul, a viagem ainda percorre 22 km.
Exibir mapa ampliado

A estrada tem vários trechos de chão, que em dias de chuva podem se tornar complicados. Apesar disso, o acesso pode ser realizado de carro próprio, táxi ou agências de turismo. O trajeto leva pouco mais de 1 hora até chegarmos na entrada do Parque Nacional da Serra Geral. 

EXT. PARQUE NACIONAL DA SERRA GERAL – DIA

O Parque Nacional da Serra Geral é uma unidade de conservação ambiental criado em 1992 e vizinho ao Parque Nacional de Aparados da Serra. Com 17.300 hectares (o Aparados possui 10.250 hectares), é nele que fica a entrada para o Canyon Fortaleza, nosso passeio daquele dia, além de outros canyons como o Malacara, o Índios Coroados e o Churriado.
  

Para visitá-lo, existem três trilhas de visitação. São elas: Trilha do Mirante, Trilha da Cachoeira do Tigre Preto e Trilha da Pedra do Segredo. Na Trilha do Mirante avista-se a maior parte da extensão do Fortaleza, enquanto nas outras duas a extensão que se avista é pequena.  

EXT. TRILHA DO MIRANTE E BORDA DO CANYON – DIA

A trilha tem cerca de 3 km ida e volta e é percorrida em cerca de 2 horas. A caminhada é bem tranquila, em terreno em sua maior parte plano. Não é possível entrar com veículos.

O impacto ao encontrar o Canyon Fortaleza é impressionante. A fenda do Fortaleza é maior do que a do Itaimbezinho, e durante a caminhada é possível visualizar praticamente toda a sua extensão, de cerca de 7,5 quilômetros. O desafio aqui é conseguir através de uma fotografia, registrar toda a grandiosidade do lugar. 

Assim como o Itaimbezinho, aqui também se avista uma cachoeira, o que contribui para que o cenário seja ainda mais bonito e cinematográfico.

Cenário impressionante do Canyon Fortaleza
Queda d’água do Fortaleza
Grupo guiado pelo Guilherme Manieiri, da Rota dos Canyons

A trilha continua. Começamos a subir um trecho ligeiramente íngreme, que nos levaria até o mirante que dá nome à trilha. É incrível como a cada momento que percorremos a trilha, os pontos de vista parecem melhores, dá vontade de parar em todos os momentos e cada vez mais o ângulo para o canyon parece melhor. Resultado: acabei ficando sempre para trás na trilha. 🙂

Finalmente, chegamos no ponto mais alto da trilha (1.167 metros de altura), onde além da vista para o próprio Canyon Fortaleza, é também possível avistar (em dias claros e sem nuvens) as planícies do estado de Santa Catarina e até mesmo o litoral do Rio Grande do Sul e cidades como Torres.

  

É hora de descansar e curtir o visual. Momento ideal para várias fotos com essa bela paisagem ao fundo.

Hora de descansar e curtir a paisagem

EXT. TRILHA DA CACHOEIRA DO TIGRE PRETO E PEDRA DO SEGREDO – DIA

Depois da Trilha do Mirante, hora de pegar a segunda trilha, em direção da Cachoeira do Tigre Preto. A trilha possui praticamente a mesma extensão da outra, mas dessa vez o que vemos é uma extensão bem menor do canyon.

Inicialmente, é preciso atravessar a cachoeira por cima. Algumas pedras permitem que o trajeto possa ser atravessado, mas vez por outra é preciso molhar um pouco os pés. Por isso, a recomendação é ir com tênis que possam ser molhados ou tirá-los nessa parte da travessia. Esse é o momento com maior dificuldade da trilha, e garante um pouco mais de adrenalina.

Trecho a ser atravessado por cima da cachoeira do Tigre Preto
Pausa para registrar fotos de cima da cachoeira

Após atravessar a cachoeira, a caminhada continua. O objetivo é ver a cachoeira de frente. A bela cascata tem quatro quedas.

Apesar disso, o caminho pelas bordas do canyon também é muito interessante e garante a contemplação de ainda belos cenários.

  
Cachoeira do Tigre Preto, vista de frente, a mesma que atravessamos por cima

O último destino é a Pedra do Segredo. Uma pedra de cinco metros de altura e trinta toneladas se equilibra por uma pequena base. O fênomeno é curioso, mas a pedra realmente foi o ponto menos interessante do dia.

Pedra do Segredo, na parte esquerda da foto

Caminhar pelas bordas do Canyon Fortaleza foi uma das experiências mais interessantes dessa viagem. Toda a beleza de uma natureza imponente tornam difícil transpor em fotografias toda a emoção que você vivencia no local. Com certeza, um dos pontos altos da visita aos Aparados da Serra. 

EXT. RETORNO PARA PRAIA GRANDE – DIA

Depois da caminhada pelas trilhas do Canyon Fortaleza, era hora de almoçarmos. A escolha foi o restaurante Galpão da Costaneira, com uma comida campeira e ambiente rústico, todo construído em madeira. Um detalhe interessante é que bilhetes dos visitantes são deixados sob as mesas. No restaurante também existe o comércio de produtos coloniais.

No retorno para Praia Grande, descendo a Serra do Faxinal, fomos brindados com um lindo arco-íris descendo sobre a cidade catarinense. Um lindo final para um dia espetacular.

Vejam também o vídeo que preparamos com as cenas desse passeio.



FICHA TÉCNICA:
Título: Parque Nacional da Serra Geral | Canyon Fortaleza
Direção: Cambará do Sul/RS
Roteiro: Serra do Faxinal, Cambará do Sul e Parque Nacional da Serra Geral
Fotografia: Fábio Pastorello
O melhor: durante a Trilha do Mirante, contemplar quase toda a extensão do canyon é impressionante
O pior: a Pedra do Segredo fica um pouco distante para visualização e, embora seja um fênomeno curioso, não desperta muito interesse
Ano: 2013
País: Brasil
Horário: todos os dias, das 8h às 17h00
Preço Rota dos Canyons: R$ 140,00 por pessoa, para grupos com pelo menos 4 pessoas, em transporte da operadora ou R$ 60,00 por pessoa em transporte próprio (inclui guia de turismo, mini-lanche e seguro). No caso de grupos menores, os preços aumentam.
Gênero: Natureza
Avaliação: ★★★★★
Nota: A nossa hospedagem e passeios nos Aparados da Serra foram uma cortesia da Rota dos Canyons, mas as opiniões aqui expressas indicam a livre expressão do autor. 


Fontes:
Rota dos Canyons. http://www.rotadoscanyons.com.br/a-regiao
Cambará on-line. http://www.cambaraonline.com.br/post_fazerv.php?id=19


© 2014 Fabio Pastorello. Todos os direitos reservados. A reprodução de textos e/ou imagens não é permitida sem prévia autorização do autor.


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    Canyon Itaimbezinho – Bordas

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Canyon Fortaleza – Bordas
Trilha pelo Interior do Canyon Malacara

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Fabio Pastorello

Fabio Pastorello

Editor do Viagens Cine, fotógrafo e videomaker. Curte cinema e leva a vida e as viagens com toques de romance, drama e aventura. Formado em Letras, ex-bancário e muito mais feliz como blogueiro de viagens.

7 comentários

  1. Foi no final do ano, Gabi. Mas pegamos chuva nos dois últimos dias, não deu para fazer a Trilha do Rio do Boi, por exemplo. Enfim, me parece que no verão chove mais, mas por outro lado as temperaturas são mais agradáveis. No inverno chove menos, mas por outro lado o frio é um pouco maior. Abraços.

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