Bonito MS – Flutuação no Rio Sucuri

Quais passeios fazer em Bonito, no Mato Grosso do Sul? No post O que fazer em Bonito já procuramos destacar um pouco do que há para fazer por lá durante sua viagem. É hora de conhecer em mais detalhes um desses passeios, o que não poderia deixar de ser, começamos com uma sensacional flutuação nos rios de Bonito.

Na hora de escolher os passeios e planejar as viagens, solicitamos ao pessoal da nossa agência de turismo em Bonito, a Águas Turismo, que incluíssem mais de uma flutuação em Bonito. Pode parecer excessivo, mas uma vez que esse parece ser o grande diferencial por lá, resolvemos conferir flutuações em pelo menos dois lugares diferentes.

E valeu a pena? É lógico que sim!!! Aliás, teríamos feito até mais…

Bonito MS – Flutuação no Rio Sucuri

10 momentos da flutuação em um dos rios de Bonito

de 

Flutuação em Bonito Rio Sucuri
Flutuação no Rio Sucuri, um espetáculo de verde debaixo da água

1 – Chegando na Fazenda São Geraldo


O Rio Sucuri fica na Fazenda São Geraldo, distante 18 km do centro de Bonito. Ao contrário do Rio da Prata (outra famosa flutuação na região de Bonito) que fica na cidade de Jardim, a flutuação no Rio Sucuri fica na cidade de Bonito mesmo.

A Fazenda conta com loja, restaurante, piscina, redários, entre outras comodidades que tornam o ambiente da fazenda tão agradável quanto sua flutuação.

Há algum tempo a área da fazenda foi estabelecida como RPPN (Reserva Particular de Patrimônio Natural), visando garantir a conservação do meio ambiente.

2 – Os preparativos para a flutuação

Antes de começar a flutuação, já me bateu aquela ansiedade misturada com um pouco de receio. Não sou lá muito hábil debaixo da água, e sempre que vou fazer uma atividade aquática, bate aquele medo de que não vou conseguir aproveitar direito. 

Os aparatos, embora necessários, também podem soar um pouco intimidadores.

É preciso vestir uma roupa de neoprene, o que garante uma melhor flutuação e preservação da nascente onde iríamos flutuar.

A roupa é um pouco apertada (o bom é que a gente fica com aquele corpão, quer dizer, nem sempre) e incômoda. Isso fora da água, lá dentro você esquece completamente, pelo contrário, a roupa acaba sendo boa para deixar você mais confortável durante os 50 minutos na água.

O uso de colete salva-vidas é obrigatório.

A Fazenda São Geraldo conta com uma excelente estrutura para esses preparativos. Os vestiários são dotados de armários com chave, onde os visitantes podem deixar seus pertences e se trocar. Você vai ter que deixar tudo por aqui: carteira, dinheiro, roupas e máquinas fotográficas que não são aquáticas.

 

SIGA A GENTE NO INSTAGRAM

    
Look do dia na flutuação

Diante de minha tensão habitual pré-mergulho, nada melhor do que poder treinar um pouco a respiração e os ajustes da máscara na piscina.

O objetivo é treinar para que tudo esteja bem ajustado, já que durante a flutuação é aconselhável não pisar no leito do rio. A intenção é fazer a flutuação pelo sem tocar em nada, nem mesmo no chão. O objetivo principal é a preservação ambiental. 

Treino na piscina da Fazenda São Geraldo permite ajustar máscara, snorkel e se habituar a não encostar o pé no chão

Os grupos são pequenos, e somos acompanhados por um guia regional durante todo o trajeto do rio. Esse mesmo guia nos ajuda nesse treino na piscina, para certificar-se de que está tudo adequado.

3 – Caminhada pela mata ciliar

Depois do treinamento na piscina, estamos prontos para fazer a flutuação.

O passeio começa com uma caminhada pela mata, bem tranquila e sem grandes dificuldades. Pegamos um caminhão e somos deixados em um ponto mais próximo do início da mata.

São cerca de 30 minutos pela mata, no caminho o guia faz algumas paradas para comentar detalhes da vegetação e passamos pela nascente do rio Sucuri.

A trilha possui nível de dificuldade fácil, em alguns trechos tem trilha suspensa de madeira e em outras conta com troncos de madeira que provavelmente facilitam bastante a caminhada nos dias de chuva.

No trajeto, o difícil mesmo é escapar dos mosquitos. Como não passamos repelente (não é permitido passar repelente ou bloqueador solar, mais uma medida para preservar o rio), eles vinham direto e não dava para ficar muito tempo parado. Isso aumenta ainda mais a vontade de entrar logo na água.

Ainda assim, fizemos algumas paradas para fotos, especialmente para fotografar a nascente do rio.

4 – É hora de flutuar

Chegou a hora de entrar no rio. Todos paramos em um dos decks de apoio no percurso do rio. São 2 decks e 2 saídas de emergência no percurso do rio.

Ali recebemos as últimas instruções e é hora de entrar no rio. Basicamente é só acompanhar o fluxo de pessoas, que seguem flutuando pelo rio em fila indiana, mas também procurando manter uma certa distância de quem nada a sua frente. Ninguém quer passar a flutuação vendo os pés da pessoa da frente, não é?

No nosso caso, várias vezes acabamos mantendo tanta distância que acabávamos não vendo ninguém na nossa frente, o que também não é aconselhável. O problema é que parávamos muito para fotos e filmagens, o que acaba nos deixando atrasado em relação ao restante do grupo.

Dica: nesse primeiro momento o negócio é ajeitar bem a máscara e o snorkel, pois a partir dali a intenção é só seguir o curso do rio. No caso de ainda assim precisarmos parar a flutuação, a orientação é virar de frente e permanecer flutuando com as pernas dobradas, como se estivéssemos sentados, sempre procurando não colocar os pés no chão. O colete salva-vidas ajuda na flutuação constante.

O deck de apoio inicial, onde todos se preparam para entrar no rio

Uma das pessoas do nosso grupo acabou não conseguindo entrar no rio. Durante nossa flutuação, um barco de apoio nos acompanha e ela preferiu seguir nele, o que já deve ser um passeio incrível, já que a água do rio é incrivelmente cristalina. Mas lógico, o negócio mesmo é fazer a flutuação. 

Logo no início tive alguns problemas com a máscara, que não parecia apertada suficiente e começou a entrar água (eu sempre tenho problemas por causa da barba, que prejudica a vedação da máscara no rosto), então o barco de apoio também foi útil para que eu pedisse ao nosso guia que apertasse a minha máscara.

Dica: esse início da flutuação no Sucuri é um dos melhores pontos para ver cardumes de peixes. Eles ficam concentrados próximos aos decks, então fique atento nesse início pois você já avistará vários logo no início. 

Não sou muito especialista em peixes, mas são as piraputangas que você irá mais ver por lá.

Piraputangas no início da flutuação em Bonito, próximo ao deck inicial você já irá ver alguns

5 – É hora de relaxar

Depois daquele meu trecho inicial de ambientação (que talvez tenha demorado um pouco demais, mas afinal passou), foi minha hora de finalmente aproveitar e relaxar durante o percurso.

São 1900 metros de leve correnteza, que passam em cerca de 50 minutos de flutuação. A visibilidade é excelente, mesmo durante uma época de chuvas e com o sol nem sempre brilhando. O que garante essa incrível visibilidade na água é a composição calcária das rochas onde nasce o rio Sucuri. 

Flutuação em Bonito Rio Sucuri
Detalhe de foto que mostra a visibilidade da água do Rio Sucuri

Dica: Durante a flutuação, não deixe de observar o que acontece fora da água de vez em quando. Como você está atravessando a mata em trecho bastante tranquilo e longe da circulação de pessoas (aqui só há mesmo flutuação de pessoas), é comum ver animais nas árvores. Em suma, a flutuação é bonita tanto dentro, como fora da água. 

6 – Hora de trocar os equipamentos

Como eu sabia que no início ainda teria alguma dificuldade de ambientação, deixei a câmera GoPro com o Cleber (que é nosso melhor equipamento) e fiquei com a câmera da Kodak para também fazer meus registros.

Se quiser saber mais sobre nossos equipamentos fotográficos, leia o post Passo a Passo para Escolher uma Máquina Fotográfica, onde eu conto um pouco mais sobre essas duas câmeras, suas diferenças e como eu cheguei nelas.

O que importa é que durante a flutuação alternamos os equipamentos para que todos pudessem ter registros debaixo d’água e também para que tivéssemos diferentes perpectivas sobre a flutuação.

Os meus registros diferem bastante dos registros do Cleber. Ele foi um pouco mais agitado enquanto eu procurei trazer para a filmagem esse espírito de flutuação e do relaxamento que ocorrem no rio.

Um dos meus momentos com a GoPro em mãos, atravessando a vegetação incrível do Rio Sucuri

7 – Sem cardumes mas com belas plantas aquáticas

Em determinados momentos, começamos a ver menos peixes. Em compensação, a vegetação aquática começou a dar um show, e é realmente indescritível a sensação de flutuar com essa paisagem.

Passando pelas plantas mais altas e entre elas, ou por cima de vastos campos verdejantes (só que debaixo d’água), tudo era absurdamente belo e relaxante. Um outro nome para a flutuação no Rio Sucuri deveria ser contemplação no Rio Sucuri. 

No percurso do rio, fique atento à diversidade de plantas e procure flutuar entre elas: é uma sensação incrível
Momento de sol durante a flutuação e o belo reflexo das plantas nas águas do rio Sucuri

E lógico, também faz parte tirar aquela foto nossa com esse cenário incrível como paisagem, não é?

8 – Hora de tirar uma “selfie”

Aliás, debaixo d’água também rolam selfies, e aliás das mais bonitas, como você pode conferir em várias fotos compartilhadas pelo pessoal no Instagram.

Com a GoPro, a selfie ainda é mais fácil, pois a lente grande angular dessa câmera distancia a imagem e aumenta o campo de abrangência do cenário. 

Mesmo assim, ainda existem alguns extensores que permitem que você distancie ainda mais a câmera, para enquadrar ainda mais o cenário onde você está fotografando.

O GoPole Reach é um deles, pode ser estendido até 40 cm e é à prova da água (não enferruja com o uso na água). Precisamos comprar esse. 😉

Nós estávamos apenas com um Bobber, que é um bastão amarelo bem chamativo e que flutua, portanto em caso de perdermos ele no mar ou no rio, ele não afunda e também fica mais fácil de localizar.

Hora da selfie subaquática

9 – Fim de flutuação

Os 50 minutos de flutuação passam num instante. Por isso recomendo mais de uma.

No final do percurso, já próximo do outro deck de apoio onde deveríamos sair do rio, encontramos um cardume de peixes e aproveitamos para fazer alguns últimos registros.

   
Cardume de piraputangas, dá vontade de ficar seguindo os peixes pelo rio

Infelizmente é hora de sair do rio, em um novo deck de apoio. Dali, não tem mais trilha, é só mesmo pegar o caminhão e seguir de volta para as instalações da Fazenda São Geraldo.

O último deck de apoio, onde tivemos que abandonar a deliciosa flutuação

10 – Almoço na Fazenda

Como vocês já devem imaginar, a fome era negra. Mas infelizmente, ainda tivemos que esperar um pouco a hora do almoço, que é servido a partir das 12h.

Enquanto isso, ficamos curtindo um pouco mais a estrutura da fazenda e vendo o material da equipe de fotografia e filmagem do próprio rio Sucuri, que nos acompanhou durante o percurso.

Na hora do almoço, uma refeição surpreendentemente deliciosa, já inclusa no valor do passeio. É permitido se servir à vontade, em esquema self-service. A apresentação é perfeita.

As opções incluíam arroz branco, arroz de carreteiro, lasanha de banana (é uma lasanha deliciosa e sem massa, apenas com banana e creme), paçoca de carne seca, frango à moda caipira, maminha, pirão de peixe e o pacu, um peixe típico da região. O almoço também inclui algumas sobremesas caseiras. Tudo delicioso.

   

FICHA TÉCNICA:
Direção: Bonito – Mato Grosso do Sul
Produção: R$ 145,00 na baixa estação e R$ 168,10 na alta estação (almoço incluído). O transfer pode custar cerca de R$ 40,00 por pessoa.
Fotografia: Fábio Pastorello e Cleber Alcântara
O melhor: apesar de sempre ser emocionante ver os peixes, o melhor mesmo foram os trechos entre a linda vegetação submersa do rio: é diferente de tudo o que eu já fiz e uma experiência incrível flutuar entre as plantas
O pior: nos dias mais quentes e de chuva, os mosquitos podem incomodar bastante durante a trilha pela mata, mas atenção: não é permitido passar repelente. É preciso sofrer um pouco para chegar ao paraíso.
Ano: 2014
País: Brasil
Avaliação: ★★★★★
 
A hospedagem do Viagens Cinematográficas em Bonito foi um convite e cortesia do Hotel Pousada Águas de Bonito e o passeio contou com o apoio do Rio Sucuri. As opiniões aqui expressas representam a nossa livre opinião e baseadas em nossa experiência nos locais. 
 
© 2014 Fabio Pastorello. Todos os direitos reservados. A reprodução de textos e/ou imagens não é permitida sem prévia autorização do autor.
 

Siga a gente nas redes sociais
Facebook YouTube Google+ Twitter Instagram
Assine nosso blog: clique AQUI e assine gratuitamente nosso blog, assim você recebe todas as nossas atualizações. Você irá receber um e-mail, não se esqueça de clicar no link de confirmação.

 

SIGA A GENTE NO INSTAGRAM

share on:
Fabio Pastorello

Fabio Pastorello

Editor do Viagens Cine, fotógrafo e videomaker. Curte cinema e leva a vida e as viagens com toques de romance, drama e aventura. Formado em Letras, ex-bancário e muito mais feliz como blogueiro de viagens.

5 comentários

  1. Oi, Thaís. Eba, que legal que vc vai para Bonito, hein??? Vai adorar. Olha, acho que não tem restrição não, mesmo porque o equipamento é uma coisa muito pessoal. É até uma boa ideia mesmo levar o seu. Beijosss.

  2. To contigo, Fábio! Mesmo sendo certificada eu fico meio tensa pq sempre tem um tempinho que não mergulho, e convenhamos, equipamento de mergulho e snorkel é muito desconfortável! Acho até que vou levar o meu, assim já estou adaptada. Sabe se tem alguma restrição a isso?
    Bj

  3. Ja estive no rio Sucuri e é lindo… nada melhor do que isso. Todo ano estou em Bonito, nada melhor que morrar perto. Ano que vem pretendo fazer Rio da Prata. Amo este lugar.

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.