5 Motivos para Incluir Amsterdã na Próxima Viagem

Sabe quando você começa a ver várias notícias e fatos sobre um determinado assunto? Eles simplesmente começam a pipocar, e você fica simplesmente sem entender o porquê. Para mim, o assunto da vez tornou-se Amsterdã.

Amsterdã está no filme “A Culpa é das Estrelas” que eu vi recentemente; Amsterdã foi palco da Amsterdam Gay Pride (de 26 de julho a 3 de agosto de 2014); Amsterdã foi assunto de um texto muito legal que li recentemente, o “10 Coisas que Você Deveria Saber Antes de Vir para Amsterdam” do Daniel Duclos no Nômades Digitais e Amsterdã foi destino de viagem de alguns amigos que estiveram recentemente por lá.

Esses últimos sinais sobre Amsterdã fizeram aumentar a minha vontade de retornar a essa que é uma das cidades mais encantadoras de minhas andanças pela Europa.

Enquanto não dá para fazer uma viagem para a Holanda, resolvemos recuperar algumas lembranças e fotos de nossa última passagem por lá.

Destinos Imperdíveis na Europa

5 Motivos para incluir Amsterdã na próxima viagem

 
A encantadora Amsterdam, em frente ao Rijksmuseum

1 – A Culpa é das Estrelas, mas não somente delas

 
Quem assistiu ao recente drama romântico “A Culpa é das Estrelas” (The Fault in Our Stars, 2014)  e conseguiu ver alguma coisa por detrás das lágrimas, conferiu as cenas do filme passadas em Amsterdã, na Holanda.
E quem não se inspira em uma viagem no cinema para fazer uma viagem na vida real?
Hesitei um pouco para assistir essa produção por achar que seria um drama lacrimoso exagerado, mas o filme acabou me conquistando. As interpretações de Shailene Woodley e Ansel Elgort (foto, ambos estiveram no recente “Divergente”) acabam ajudando para que o filme não caia no melodrama, mas ainda assim emocione.
O filme também conta com a participação de Laura Dern (“Parque dos Dinossauros”) e Sam Trammell (“True Blood”).

Mas a culpa não é só das estrelas (cinematográficas). Eu vibro quando um filme traz uma viagem ou uma locação de um destino de viagem que eu já visitei. As cenas passadas em Amsterdã são encantadoras.

O filme conta a história de dois adolescentes que sofrem com o câncer e convivem com a morte e a fragilidade em suas vidas. Em contraponto à doença, o relacionamento entre o casal acaba por fortalecê-los.
Uma das cenas acontece dentro do museu Casa de Anne Frank. O museu conta a história de Anne Frank, uma jovem judia que viveu escondida em uma casa na Holanda (justamente a casa onde funciona o museu) durante a ocupação nazista e que escreveu um diário contando seu cotidiano. Os visitantes têm a oportunidade de visitar os aposentos onde ela e sua família ficaram escondidos.
Quem já visitou o museu sabe que não é permitido tirar fotos no seu interior. A equipe da filmagem também não conseguiu autorização e teve que criar uma réplica para as filmagens. Visitar o museu é uma experiência transformadora e emocionante, não somente no filme. Eu fiquei profundamente emocionado.
O museu Casa de Anne Frank é uma experiência emocionante em Amsterdã

“Não é só importante as pessoas visitarem a Casa de Anne Frank para verem o Anexo Secreto… Elas devem se sentir inspiradas a perceber que as pessoas ainda são perseguidas pela sua raça, religião ou ideias políticas”. Otto Frank, numa carta escrita em 1970

2 – Amsterdam Gay Pride – Parada Gay

Na frase acima, de Otto Frank (pai de Anne Frank), podemos incluir também que as pessoas ainda são perseguidas por suas preferências sexuais.
Embora os gays, lésbicas, travestis e transexuais tenham aumentado sua exposição e aceitação em alguns setores da sociedade, em outros ainda encontram muita resistência. A simples resistência das pessoas em ver um beijo gay é um claro sintoma disso.
Eventos como as Paradas Gays são importantes para dar maior visibilidade à causa gay. Sempre gostei muito de ir às paradas aqui em São Paulo, mas ultimamente perdi a vontade, pelo excesso de pessoas e pelo clima de insegurança.
Mas já estive em paradas em Nova York e Londres e gostei bastante. Resta agora conferir a parada de Amsterdã, que parece ser muito diferente e interessante.

O desfile pelos canais, aliás, é o ponto alto do festival. Cerca de 500 mil espectadores festejam e se encantam com as inúmeras embarcações decoradas – e lotadas – que passeiam pelo cartão-postal da cidade. 

Amsterdam Gay Pride, maior evento LGT da Holanda.
Fotos: NBTC Netherlands Board of Tourism & Conventions
Quem sabe no próximo ano estaremos por lá para registrar todas as cores do arco-íris e curtimos um pouco dessa diversidade respeitosa e desejável que a Holanda tem a oferecer.
Fonte: 
Holland.com: Amsterdam Gay Pride
 

Sexo, mentiras e Amsterdam

No texto “10 Coisas que Você Deveria Saber Antes de Vir para Amsterdam” de Daniel Duclos, que vive em Amsterdã e escreve o blog Ducs Amsterdam, ele conta alguns mitos sobre a cidade, e outras verdades. Toda cidade tem seus estereótipos, e Amsterdã não foge deles.
Vou comentar algumas delas e lembrar alguns momentos na cidade.

3 – Disneylandia de Adultos

Entre os mitos e estereótipos citados pelo artigo, está o de que a cidade é uma “Disneylandia de Adultos”. Duclos comenta que essa é uma imagem para turistas. De fato, o sexo virou até atração turística, que acontece com mais ênfase no famoso Bairro da Luz Vermelha. Em que outro lugar do mundo você vai ver um bairro de prostituição transformado em atração turística?
Por motivos óbvios, ver prostitutas se exibindo nas vitrines das casas não tem conotação sexual para nós, mas até mesmo para quem não vai procurar uma relação sexual (que aliás me pareceu a grande parte dos turistas), as ruas do bairro parecem ter uma divertida vibração.
Encontrar os cisnes nadando nos canais desse bairro pareceu o símbolo máximo dessa dicotomia entre o sexo e o turismo. Os cisnes parecem indiferentes a tudo o que acontece no bairro.
No Bairro da Luz Vermelha, prostitutas em vitrines e cisnes indiferentes em seus canais

Se para nós o sexo não estava lá muito representado no Bairro da Luz Vermelha, outro lugar que adoramos conhecer foi o Sex Museum, que fica bem próximo da Central Station. O museu reúne um rico acervo de arte erótica e também algumas divertidas interações. Obviamente, não aconselhável aos menores de idade. 

Só tirei fotos impróprias do Sex Museum, por isso não vou compartilhar nenhuma por aqui.

Para quem não gosta, é lógico, Amsterdã está muito além das referências sexuais. Mas para quem gosta, o negócio é aproveitar a cidade despudorada, sem as frescuras puritanas de outras culturas.

Camisinhas transformadas em obras de arte em uma das vitrines de Amsterdã

4 – Cidade das Bikes

E nunca pensei que eu iria falar isso, mas o excesso de bikes andando pela rua às vezes incomoda.
Eu sempre adorei andar de bicicleta e já transformei ela em meio de transporte quando vivia em Santos, mas enquanto você caminha em Amsterdã, é preciso se preocupar não somente com os carros, mas também com as bicicletas.
Elas são rápidas e podem pegar você de surpresa.
De qualquer forma, o conceito de uma cidade em que a bicicleta é um meio de transporte tão importante como o carro, é admirável.
Bicicletas se multiplicam pelas ruas e canais da cidade

Eu não me arrisquei a andar de bicicleta nessa passagem por Amsterdã, mas hoje me arrependo. Em nossa última viagem pela Europa, uma das experiências mais legais foi andar de bicicleta em uma das cidades que visitamos, a linda Lucca. 

5 – A Amsterdã dos Canais

Apesar de lindos, o artigo do Daniel Duclos lembra que os canais não são só enfeite. Eles funcionam como meio de locomoção, como moradia (as famosas casas barco) e também como meio de trazer a natureza para dentro da cidade.
Eu que nasci e vivi em Santos, tive um contato durante toda a minha infância com os canais, mas ao contrário dos canais de Amsterdã, os canais de Santos são canais mortos. Eles deixaram de funcionar como forma de escoar o esgoto da cidade (objetivo pelo qual foram criados), mas hoje eles não encontram outra utilidade. De qualquer forma, é difícil imaginar minha cidade natal sem os seus canais, que acho lindos.

Tendo nascido em uma cidade marcada pelos canais, é um prazer (e uma grande identificação) encontrar uma cidade em que os canais realmente funcionam, além de simplesmente embelezar a cidade. 

Como já vimos nas fotos da Parada Gay, podem servir para a circulação de barcos durante os eventos; ou podem servir justamente para os passeios turísticos pela cidade (como todo destino de viagem, é sempre legal fazer um passeio de barco pelas cidades, vide passear pelo Rio Sena em Paris) ou até mesmo para encontrar cisnes circulando pelo Bairro da Luz Vermelha.
Carros dividem espaço com barcos estacionados pelos canais
Um passeio de barco pelos canais de Amsterdã é um dos programas imperdíveis para se fazer na cidade
Mas é lógico, para nós reles turistas que estamos apenas de passagem pela cidade, a sua principal função é proporcionar lindos cenários para os seus visitantes. E quanta beleza.
© 2014 Fabio Pastorello. Todos os direitos reservados. A reprodução de textos e/ou imagens não é permitida sem prévia autorização do autor.

 

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Fabio Pastorello

Editor do Viagens Cine, fotógrafo e videomaker. Curte cinema e leva a vida e as viagens com toques de romance, drama e aventura. Formado em Letras, ex-bancário e muito mais feliz como blogueiro de viagens.

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