Rota do Café – Dia 2: Londrina e Pousada Marabú

Segundo dia de viagem na Rota do Café, esse roteiro turístico no Estado do Paraná que proporciona aos visitantes um turismo de experiência pela história do café e pelas fazendas da região.

Por aqui, você já conferiu resumão de tudo (ou quase tudo vai rs) o que você precisa saber para planejar a viagem e também o diário de viagem do primeiro dia, que foi um passeio até a cidade super cultural de Ibiporã.

Organizada pelo Sebrae do Paraná, nosso dia começou no Hotel Cedro, onde ficamos hospedados em Londrina, para depois partir para o Museu Histórico de Londrina, que traz a memória do povo londrinense.

Na sequência, fomos almoçar num lugar para lá de especial, a Pousada Marabú, onda a alimentação orgânica e as geléias e compotas são o destaque. Um delicioso convite à vida rural e mais desacelerada.

Confiram a seguir como foi nosso segundo dia de viagem.

Rota do Café – Dia 2: Londrina e Marabú

Sobre café, história, natureza e geléias

Grupo reunido no Museu Histórico de Londrina, onde rolou uma demonstração da colheita do café

1 – Museu Histórico de Londrina Pe. Carlos Weiss

O primeiro destino de nosso segundo dia de viagem foi o Museu Histórico de Londrina. O acervo que antes funcionava na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Londrina, foi transferido em 1986 para o prédio onde funciona hoje, uma antiga Estação Ferroviária.

O legal é que parte da estação permanece preservada, como a locomotiva Baldwin e até o balcão de vendas de passagens. O restante foi adequado para o espaço do museu.

Na frente do Museu Histórico de Londrina e da locomotiva Baldwin
O belo prédio do Museu Histórico de Londrina, onde antigamente funcionava uma Estação Ferroviária

Antes de entrarmos no museu, um funcionário fez uma demonstração bem interessante de como era o processo de colheita do café, processo como era feito antigamente, vale salientar. O grupo aproveitou a demonstração para brincar com os objetos ou tirar fotos nos 100 pés de cafés existentes no espaço.

Os pés de café, que envolvem plantas de cinco continentes diferentes, estão condensados para sobreviver às geadas, mas originalmente eram plantados de modo mais espaçado.

Blogueiros e jornalistas participaram da viagem: na foto, todos brincam com os objetos da colheita
Momento da selfie entre os 100 pés de café do Museu

O museu é composto por diferentes peças: o acervo tridimensional mostra objetos representativos da história dos londrinenses; a galeria história recria os diferentes ofícios desse povo e o acervo ainda inclui documentos, imagens e sons, tais como álbuns fotográficos ou depoimentos.

O espaço do museu é bastante interessante, mas faça a visita com as explicações do guia. Fez toda a diferença para nós, ainda mais em um lugar em que apesar do bom acervo, o maior patrimônio são as histórias de seu povo.

 

SIGA A GENTE NO INSTAGRAM

Para mais informações, horário de funcionamento e localização, acesse o site do museu. A entrada é grátis.

Nosso guia nos acompanhou e deu diversas explicações sobre a história de Londrina e as peças do acervo

2 – Cafeteria O Armazém

Ainda no espaço do museu, rolou uma Oficina de Cafés Especiais com a barista Cristina Mauaz.

Cristina possui os melhores lotes e os melhores cafés do norte do Paraná. Ela nos conta com paixão característica de todos na região, como cada xícara de café vem com toda uma história e também com todo um processo de qualidade.

Os detalhes são muito importantes para atingir essa qualidade. O blend (uma mistura boa que atinja um equilíbrio de sabores, os grãos selecionados (todos do mesmo padrão e tamanho), o cuidado na torra do café, que representa a principal diferença entre o café bem feito e o café mal feito, a temperatura da água e até mesmo a qualidade da água (sem cloro e sem sódio) são todos fatores para o café sair perfeito.

Uma última dica de ouro dada pela barista, que vale até para nós, consumidores mais comuns, é nunca tirar o café da embalagem. É nela que os aromas são mantidos, pois o café tem essa tendência de absorver os aromas do ambiente. E o consumo deve ser no prazo de 1 mês.

Cafés especiais, grãos selecionados, o blend são alguns dos critérios apresentados pela barista

Cristina nos apresentou diversos processos na preparação do café, entre eles a Cafeteria Italiana, o Siphon, a Prensa Francesa (French Press) e o Café Turco.

Todo o processo de demonstração dá uma água na boca e momento mais esperado, que é o de degustar finalmente o café preparado pela barista, é a hora de saborear o café como se saboreia um bom vinho. Sem açúcar, hein?

Só achei que depois de todo aquele processo, servir o café em um copinho de isopor foi meio frustrante. A boa apresentação também deveria fazer parte do processo.

Cafezinho sendo preparado deu água na boca

Para mais informações, acompanhe o blog do Armazém Café.

Na sequência, ainda no espaço do museu, rolou um lanchinho delicioso com pão de queijo e broa quentinha saída do forno a lenha, perfeitos para acompanhar café, não acham? As histórias continuaram a rolar soltas, que viagem gostosa.

Lanchinho com pão de queijo e broa para acompanhar o café, que delícia de viagem!!!

3 – Pousada Marabú

Dentro da proposta dessa viagem, que era não somente mostrar lugares, mas trazer contato com pessoas e experiências de vida, fomos conhecer a Pousada Rural Marabú, situada no município de Rolândia, cerca de 30 minutos de carro a partir de Londrina.

Além de ser uma pousada, com 2 chalés para casais ou famílias, o lugar também funciona como um Day Use, que foi como pudemos conferir. A verdade é que a pousada fica em um terreno de 72.000 metros quadrados, onde é possível fazer trilhas, conferir cachoeiras e ter um contato autêntico com a natureza local.

Pousada Marabú, uma grande e florida árvore traz sombra para a área de convivência
Antes de fazer a trilha, um delicioso almoço nos esperava. O termo vegetariano te assusta? Esqueça os preconceitos. A Marabú trabalha só com comida vegetariana e orgânica (produtos da própria chácara, sem agrotóxicos), mas extremamente saborosa. Não há quem não tenha gostado da comida no nosso grupo. O valor da refeição é R$ 25,00, mas é preciso reservar antes.
Antes do almoço rolaram também umas bolachinhas com geléias e patês. A geléia de Uvaia fez o maior sucesso. A uvaia é uma fruta de origem brasileira, encontrada principalmente nos Estados do sul do Brasil. Ela é bem suave e tem alta concentração de vitamina C, mas como oxida com facilidade, não é encontrada em feiras ou supermercados.
Quem nos guia pelos caminhos da Marabu é Adrian Saegesser, descendente de suíços. A caminhada pela Marabu é bastante agradável e tranquila, nível de dificuldade moderado. No caminho, ainda conferimos como são os chalés por dentro, encontramos algumas casas de abelhas (inofensivas) e até encontramos um cinema, o Cine da Mata.
Pelas trilhas da Marabú
  
Apesar da trilha ser bem gostosa, confesso que eu gostei bem mais de deitar na rede da área de convivência da Marabú e ficar conversando com o pessoal. Que paz, que tranquilidade, que delícia de vida. Como natureza é sinônimo de mosquitos, vale passar um pouco de repelente para não entrar tanto assim no clima. 🙂
Não é à toa que a pousada recebe visitantes voluntários, que trabalham na pousada e ali vivem às vezes durante meses, em troca de hospedagem e alimentação. São os WWoofers.
Além das refeições vegetarianas, o pessoal da Marabú também faz cursos relacionados ao tema rural ou de vida saudável. Na nossa visita, tivemos a oportunidade de conferir uma oficina de suco verde ministrada pela Rita Zamberlan, do A Fruta Madura.
Deitado na rede e curtindo a natureza da Marabú, momentos únicos
Oficina de suco verde ministrada por Rita Zamberlan, A Fruta Madura
Ao final do dia, rolou mais comida gente. Um café rural preparado pelo pessoal da Marabu, absolutamente delicioso e acompanhado de histórias do local. As histórias acabaram emocionando a todos, principalmente nossa acompanhante do Sebrae, a super querida Luciana Masson.

Café rural no final do dia, mais delícias impecáveis da cozinha rural da Marabú
Delícias do café rural da Marabu
E assim terminou mais um dia de viagem na Rota do Café. Confesso que comi demais, mas outra coisa saiu bem mais satisfeita daquele local. Lugares como esse enchem a gente de sentimentos bons, de alegria, de bem estar. A alma sai mais feliz. 
 
Nossa visita à Marabú foi muito mais do que uma trilha, um almoço ou a observação da natureza. Envolve histórias, vivências, conhecimento e imersão na cultura local
 
Depois da Rota do Café, eu sei exatamente o que significa fazer um turismo de experiência. Se você ainda não viveu as viagens desse jeito, não sabe o que está perdendo.
Acesse o site para mais informações sobre a Pousada Rural Marabu.

Confira também Rota do Café em 5 Dicas – Guia Rápido e Porque Conhecer

Nota: O Viagens Cinematográficas viajou para a Rota do Café a convite do Sebrae Paraná em uma press trip com diversos jornalistas de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina. O convite ocorreu por intermédio da ABBV – Associação Brasileira de Blogs de Viagem e da Assessora de Imprensa Giovana Chiquim. 

Apesar de ser uma press trip, as opiniões aqui escritas são de livre expressão do autor. 


Também participaram da press trip os blogs Destino Mundo AforaDiário de ViagemFui Gostei ConteiGiros por Aí e Mala Inquieta. Você também encontra excelente conteúdo sobre a Rota do Café no blog Matraqueando
 
〰〰〰〰〰〰〰〰〰〰〰〰〰〰〰〰〰〰〰〰〰〰〰〰〰〰〰〰〰〰〰〰〰〰〰〰〰〰〰〰〰〰〰〰〰〰

© 2015 Fabio Pastorello. Todos os direitos reservados. A reprodução de textos e/ou imagens não é permitida sem prévia autorização do autor.


Inscreva-se em nossa newslettter e 
você irá receber um e-mail com todas as atualizações do site

Inscreva-se

 


>>> Você irá receber um e-mail, não se esqueça de clicar no link de confirmação.

Siga a gente nas redes sociais
Facebook YouTube Google+ Twitter Instagram
Assine nosso blog: clique AQUI e assine gratuitamente nosso blog, assim você recebe todas as nossas atualizações. Você irá receber um e-mail, não se esqueça de clicar no link de confirmação.

 

SIGA A GENTE NO INSTAGRAM

share on:
Fabio Pastorello

Fabio Pastorello

Editor do Viagens Cine, fotógrafo e videomaker. Curte cinema e leva a vida e as viagens com toques de romance, drama e aventura. Formado em Letras, ex-bancário e muito mais feliz como blogueiro de viagens.

2 comentários

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.