Rota do Café – Dia 1: Ibiporã

Logo no nosso primeiro dia de viagem até a Rota do Café, no norte do Paraná, adorei visitar a cidade de Ibiporã.
A nossa visita até Ibiporã foi bastante breve, mas mesmo assim conseguiu deixar boas impressões.
Organizada pelo Sebrae do Paraná, nossa viagem começou justamente com uma visita ao Museu do Café, em Ibiporã. A cidade fica bem pertinho de Londrina, cerca de 13 km.
O que mais encantou no lugar foi justamente o resgate da história e da cultura desenvolvidos pela cidade. Nas poucas horas que passamos pela cidade, concentraram-se inúmeras propostas de passeios culturais e artísticos.
E ainda outros que não pudemos conferir, mas com certeza ficarão para uma próxima.

Rota do Café – Dia 1: Ibiporã

Um passeio pela cultura do ontem e do amanhã em 3 paradas

O Museu do Café é uma das principais atrações de Ibiporã, cidade que faz parte do roteiro da Rota do Café

1 – Primeira Parada: Museu do Café

Depois de devidamente instalados em Londrina, por volta das 19h partimos para Ibiporã, sempre acompanhados pela Luciana Masson, representante do Sebrae. Durante toda a viagem, pudemos sentir a paixão como Luciana trata a Rota do Café, e ao final de cada dia, esse sentimento se transferiu um pouco para nós.
Museu do Café em Ibiporã
Nosso primeiro destino foi o Museu do Café, que funciona numa antiga Estação Ferroviária.
Fomos recebidos por uma funcionária que contou um pouco da história da cidade e do museu. O acompanhamento de um guia é essencial nesses lugares históricos, mas é uma pena o curto período de tempo que tínhamos para fazer a visita.
A estação foi criada em 1936 para escoar o café da região, que foi uma das últimas no país a se desenvolver na produção de café. O norte do Paraná é uma região relativamente jovem, Londrina, por exemplo, foi criada em 1934.

Outra curiosidade que conferimos durante a visita é que a maior influência na região da Rota do Café foi de São Paulo e Minas Gerais, outros produtores de café no Brasil. A forma de plantio do café, por exemplo, é igual aquela adotada em São Paulo. Por isso, acredita-se que até hoje a população se identifique mais com os paulistas (também pela proximidade) do que com os paranaenses

O norte do Paraná viveu o seu auge junto o café e Londrina já foi a maior produtora de café do mundo. E o aeroporto de Londrina já foi o terceiro mais movimentado do Brasil.

Depois dessa explicação básica sobre como o café foi importante para a criação e desenvolvimento das cidades do norte paranaense, fomos conferir a obra de um dos artistas mais famosos de Ibiporã, que na realidade iríamos “encontrar” em outros pontos da cidade.

A obra “Cristo Liberdador”, de Henrique de Aragão, data de 1965. Consta que a obra não foi aceita pela comunidade pelo fato de estar nu. Após algum tempo, a obra finalmente veio parar no Museu do Café.
Além da incrível beleza da obra, estava anoitecendo o que colaborou para um cenário incrível ao final do dia.
A obra “Cristo Libertador” é um dos destaques do Museu do Café
Afinal, caminhamos rumo à entrada do Museu do Café. Outra iniciativa legal do lugar foi transformar as casas de antigos funcionários da estação ferroviária, em órgãos municipais. Uma forma de preservar as construções e a história do local.

O prédio da estação, que ficou abandonado durante anos, foi restaurado em 2012 e hoje nele funciona o museu. É na realidade o local onde nasceu a cidade de Ibiporã. Nossa guia nos convida a imaginar as chegadas e partidas e todos os acontecimentos ocorridos por ali. Se a imaginação não for o bastante, os antigos pioneiros da cidade doaram alguns objetos que hoje fazem parte do acervo do museu. 

Ibiporã também teve a brilhante iniciativa de registrar em vídeo depoimentos dos pioneiros da cidade. Nesses vídeos, que são exibidos em uma das salas do museu, essas pessoas que guardam a história da cidade, têm a oportunidade de dividir um pouco suas memórias com quem visita o espaço.
Reserve um tempo para conferir alguns dos depoimentos dos pioneiros de Ibiporã
No museu ainda destacam-se as peneiras de café penduradas no teto com um interessante efeito decorativo e os painés que trazem informações sobre a história do café.

2 – Segunda Parada: Cine Teatro Padre José Zanelli

Depois do Museu do Café, partimos para o Cine Teatro de Ibiporã.
Foi lá que fomos recebidos pelo Prefeito, Subprefeita e equipe da Prefeitura de Ibiporã e pela equipe do Sebrae Paraná.
Conhecemos um pouco mais da vocação cultural da cidade, que mescla habitantes de vários países e ou estados brasileiros (italianos, bulgareses, japoneses, paulistas, mineiros e cabixabas). Justamente por conta dessa diversidade e pela mescla cultural, o povo tornou-se mais receptivo às diferenças, conta-nos o prefeito de Ibiporã.

¨A cultura nos ensinou a ser tolerantes e conhecer o próximo¨. 

Um dos exemplos é que o maior artista da região, aquele mesmo Henrique de Aragão da estátua do Cristo desnudo, é justamente um paraibano que veio encontrar um lar em Ibiporã. Na cidade distribuiu suas obras em espaços como o Museu ao Ar Livre, na área externa do teatro, na Igreja (em afresco pintado em 1969) e na praça principal.
Depois da recepção, foi a vez de conhecer uma das provas do que o prefeito falava.
No teatro, conferimos uma apresentação de teatro e de dança com jovens da cidade. As atividades fazem parte de um projeto cultural da prefeitura, que beneficia muitos estudantes.
Mas acreditem, eu não estaria comentando aqui se a apresentação tivesse sido fraca. O espetáculo, principalmente o de dança, foi surpreendente. 
 
A escola de dança é uma das principais atividades culturais e artísticas de Ibiporã

3 – Terceira Parada: Centro de Artesanato

E a última parada da noite foi conferir o Centro de Artesanato de Ibiporã, onde conferimos diversas obras de artesãos locais. Inaugurado em maio de 2009, reúne em um único espaço os trabalhos de artesãos da cidade.
O grupo ficou encantado com as peças, e lógico, cada um levou uma pequena lembrança do local.
O artesanato de Ibiporã é mais uma atração turística da Rota do Café
Obras de diversos artesãos da cidade estão reunidas no Centro de Artesanato de Ibiporã
Na saída, Luciana ainda nos acompanhou até a praça principal e mesmo tarde da noite, ainda nos apresentou mais uma obra de Henrique de Aragão e nos deixou com muita vontade de retornar logo a Ibiporã.

Uma cidade que respira e transpira cultura, através do resgate da história, mas também na criação da arte do amanhã.

Confira também:

Nota: O Viagens Cinematográficas viajou para a Rota do Café a convite do Sebrae Paraná em uma press trip com diversos jornalistas de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina. O convite ocorreu por intermédio da ABBV – Associação Brasileira de Blogs de Viagem e da Assessora de Imprensa Giovana Chiquim. 

Apesar de ser uma press trip, as opiniões aqui escritas são de livre expressão do autor. 

Também participaram da press trip os blogs Destino Mundo Afora, Diário de Viagem, Fui Gostei Contei, Giros por Aí e Mala Inquieta. Você também encontra excelente conteúdo sobre a Rota do Café no blog Matraqueando

 

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Fabio Pastorello

Fabio Pastorello

Editor do Viagens Cine, fotógrafo e videomaker. Curte cinema e leva a vida e as viagens com toques de romance, drama e aventura. Formado em Letras, ex-bancário e muito mais feliz como blogueiro de viagens.

4 comentários

  1. Alguém por favor sabe me informar a partir de que horas que está aberto para visitação e mais ou menos quantas horas são necessárias para conhecer com calma essa rota?
    Desde já agradeço.

    1. Cada lugar possui um horário de visitação. O Museu do Café de Ibiporã, por exemplo, funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 16h30. O ideal é procurar alguma agência de turismo local para te ajudar nesse roteiro. Abraços.

  2. Obrigado Vander. Na viagem existiam jornalistas E blogueiros, acredito que todos de qualidade, mas realmente não é minha função avaliar a imprensa convidada, o importante é que curti bastante a viagem. Abraços.

  3. Oi Fábio, pelo post. Admiro os seus textos, mas convenhamos essa assessoria de imprensa devia selecionar melhor esses "jornalistas blogueiros". Bjo.

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