Paris: Roteiro pela Ile de la Cité, Notre-Dame e Sainte-Chapelle

Mais um dia de nosso roteiro em Paris. Dessa vez, o passeio é pelas atrações da Ilé de la Cité, uma ilha que fica no meio do rio Sena e no coração de Paris.

É a parte mais antiga da cidade, onde os reis fizeram o centro do poder político, centro de poder religioso (Catedral de Nôtre-Dame) e legislativo (Palácio da Justiça) e reúne alguns dos pontos turísticos mais famosos e emblemáticos de Paris, portanto não pode ficar de fora do seu roteiro. E não poderia ficar de fora do nosso.

Mas sabe quando você acorda em seu último dia de viagem com aquela sensação de que ainda há tanto para visitar e conhecer? Pois é, certos lugares te deixam eternamente com essa sensação, de que você nunca viu o suficiente. Paris é assim.

E escrevo hoje ainda, como todos, impactado pelo atentado ocorrido em Paris, mas também emocionado com o envolvimento e solidariedade de tanta gente pela cidade. Há quem não goste de Paris.

Para mim, foi o lugar que eu resolvi pedir o meu namorado em casamento, uma das minhas primeiras viagens internacionais (lembro com carinho e um pouco de cansaço rs o dia em que cheguei em Paris e queria conhecer todas as atrações da cidade em um só dia) e um dos lugares mais cinematográficos do mundo. Não tem como não gostar.

Foi o primeiro destino do nosso roteiro pelos 10 Filmes e Destinos de Cinema, projeto dessa viagem pela Europa. Nada como começar em grande estilo.

Paris: Roteiro pela Ile de la Cité

Europa 2015: Diário de Viagem – Dia 6

O que fazer em Paris: Roteiro pela Ile de la Cité
A Catedral de Nôtre-Dame é o principal ponto turístico da ilha, cravada no meio de Paris e do Rio Sena

Nosso checklist de coisas para fazer em Paris era enorme e o tempo nem tanto. A sorte é que o dia estava lindo.

Começamos nosso dia com dois lugares fora da Ile de la Cité, mas que estavam em nossa lista de desejos para visitar (não propriamente conhecer, pois já tínhamos ido anteriormente): o Musée de l’Orangerie e o Musée d’Orsay. São dois museus imperdíveis de Paris, tanto que já incluímos em nosso Top 10 de Pontos Turísticos em Paris.

Mapa da Ile de la Cité, por Melchior Tavernier, 1630

Do d’Orsay, fomos caminhando mesmo, sempre às margens do Rio Sena (para mim, também um dos programas preferidos em Paris) até a Ile de la Cité. É pertinho e uma caminhada muito agradável. No caminho, você aproveita para conferir as bancas de livros, gravuras e outros comércios que ficam às margens do rio.

  • Pont des Arts: no caminho, você pela famosa Pont des Arts. Famosa por causa dos cadeados que foram colocados pelos casais românticos em busca de um amor eterno. A quantidade de cadeados era tanta (cerca de 1 milhão de cadeados que pesavam 45 toneladas) que comprometia a estrutura da ponte, e foram retirados.
  • Pont Neuf: outra ponte emblemática de Paris é a Pont Neuf, que já virou nome de filme (Os Amantes da Ponte Neuf, com Juliette Binoche), e foi nosso acesso para a Ile de la Cité. Apesar do nome Ponte Nova, é a ponte mais antiga de Paris. Ela tem alguns assentos onde é possível descansar um pouco e admirar os barcos passando.
Square du Vert-Galant: essa pracinha fica bem no canto da ilha e é um recanto bem tranquilo em alguns momentos e bem disputado em outros, como no pôr do sol
  • Square du Vert-Galant: um dos meus pontos prediletos em Paris, essa pracinha pequena que fica bem na pontinha da ilha, é perfeita para um picnic ou para curtir o pôr do sol. No verão, os corredores ficam lotados de parisienses que levam um garrafa de vinho e sentam por ali para contemplar o final da tarde.

Leia mais em 5 Lugares para Ver o Pôr do Sol em Paris


  • Place Dauphine: aqui já entramos na ilha e já dá para sentir um lugar mais residencial e não tanto turístico. Embora não tenha grandes atrativos turísticos, vale a pena conhecer e sentir o clima da ilha e de Paris por aqui.
Place Dauphine, já dentro da Ile de la Cité
  • Conciergerie: outro ponto famoso da Ile de la Cité é esse prédio que já funcionou como prisão. Entre os prisioneiros que lá passaram, estão Danton, Robespierre e a mais famosa de todas, Maria Antonietta. Ela permaneceu uma cela até ser enviada para a gilhotina. O lugar mais impressionante da Conciergerie é a Salle des Gens d’Armes, um salão enorme cheio de colunas.

Sainte-Chapelle

Da Place Dauphine, fizemos uma curta caminhada até a Sainte-Chapelle. O interessante é que nessa caminhada de menos de 5 minutos você já abandona uma Paris pacata e residencial e já entra na Paris dos pontos turísticos.

 

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O acesso para a Sainte-Chapelle é pela Boulevard du Palais, uma avenida larga e movimentada. Prepare-se para uma fila de pelo menos 1 hora para conseguir entrar. Mas vale a pena. O Paris Museum Pass não dá direito a cortar a fila, eles já avisam logo na entrada.

A igreja no estilo gótico é considerada uma das maiores obras-primas do mundo e uma das igrejas mais bonitas do mundo.

O acesso inicial é pela Capela Inferior, reservada aos servos e pessoas comuns. O teto da capela me encanta, em um tom de azul que remete a um céu azulado noturno.

O que fazer em Paris: Ile de la Cité e Sainte-Chapelle
A capela inferior é a primeira que se tem acesso na Sainte-Chapelle

Na capela superior, os destaques ficaram para os 15 vitrais, com 15 metros cada, em cores e desenhos que representam mais de 1000 cenas religiosas. Nós ficamos uns 15 minutos (para continuar no número 15) fotografando o cenário.

Uma das curiosidades é que a capela foi construída pelo Rei Luís IX para abrir relíquias como a coroa de espinhos que supostamente pertenceria a Jesus Cristo. Ele comprou o objeto do imperador de Constantinopla.

A dificuldade é o excesso de pessoas concentrada em um espaço pequeno e a luminosidade que vem do lado de fora, dificultanto um pouco o ajuste da câmera entre o interior escuro e o vitral super claro por causa da luz.

15 metros de vitrais são o grande destaque da Sainte-Chapelle
Detalhes dos vitrais da Sainte-Chapelle, que representam cenas regiliosas

Portanto é um lugar que ao vivo encanta muito mais do que nas fotos. Mas a gente tenta sempre fazer justiça aos lugares.

FICHA TÉCNICA – HORÁRIOS E PREÇOS:

Destino: Sainte-Chapelle
Direção: Paris – Ile de la Cité
Produção: 8,50 € (incluso no Paris Museum Pass, mas não dispensa fila)
Sessões: Abre diariamente das 9h30 às 17h (até às 18h nos meses de março a outubro e de 15 de maio a 15 de setembro abre até às 21h às quartas, pode ser uma boa alternativa para fugir das filas)
Fotografia: Fabio Pastorello
O melhor: os vitrais da Capela Superior, fotografe em baixa exposição para captar melhor as cores
O pior: a fila e o excesso de pessoas em um ambiente pequeno
Ano: 2015
País: França
Avaliação: ★★★★★

 

Chegando na praça em frente à Catedral de Notre-Dame, uma atração que parece imperdível, mas por incrível que pareça nós nunca conhecemos, são as criptas de Paris.

  • Crypte Archéologique: na praça bem em frente à Notre-Dame, visitar os subterrâneos de Paris pode ser um programa bem interessante e diferente. As ruínas são anteriores à construção da Catedral de Notre-Dame.

Catedral de Notre-Dame

Mas o ponto alto mesmo da visita à Ile de la Cité é estar pertinho da Catedral de Nôtre-Dame, uma das igrejas mais famosas de todo o mundo.

São 41 metros de largura e 43 metros de altura até a base das 2 torres e 63 metros até o topo. Bem no centro está uma grande rosácea de quase 10 metros de largura, e no centro estão estátuas de Adão e Eva. Logo abaixo está a Galeria dos Reis, representados por 28 estátuas dos Reis de Judah.

São 63 metros até o topo das torres, que felizmente você pode subir para ver as gárgulas de perto
Galeria de Reis da Judah, composto por 28 estátuas

Na fachada também se encontram 3 grandes portas, a maior delas é a Porta do Julgamento Final, e nas laterais as Portas de Santa Ana e a da Virgem.

Em abril de 2019, um incêndio de grandes proporções destruiu parte da Catedral de Notre Dame. O acesso está interditado e só é possível ver a catedral de longe.

A história da Catedral de Notre-Dame

A história da construção da Notre-Dame volta até o século 3, quando os cristãos eram perseguidos e tinham que praticar sua fé em segredo. Foi somente no ano de 313 que o imperador Constantino (Império Romano) declarou paz com os cristãos. É impossível precisar qual foi a primeira igreja construída após isso, mas a que reinou absoluta nesses primeiros séculos foi a Catedral de São Estevão.

Foi somente no século 12 que o bispo Maurice de Sully decidiu construir um templo em homenagem à Virgem Maria (Notre-Dame). Para isso, o projeto previa a demolição da Catedral de São Estevão e várias modificações ao redor, que permitiram o melhor acesso e espaços externos aos fiéis.

A primeira pedra teria sido erguida em 1163, na presença do Papa Alexandre III e sua construção durou 170 anos.

Notre-Dame e Visita a Torre – Informações Práticas

A Catedral está aberta diariamente, das 8h às 18h45 (aos sábados e domingos até às 19h15).  Rola fila, lógico, mas a entrada é gratuita.

Para mim, no entanto, o grande encanto da Nôtre-Dame é subir até suas torres e ver suas famosas gárgulas de perto. Mas prepare-se. Além de uma fila que pode levar 1h ou 2h, existem 387 degraus até o topo (elevador não incluído na subida).

Notre Dame de Paris - Visita a Torre e Preços
Uma das melhores vistas de Paris, a partir da torre da Catedral de Notre-Dame
Notre Dame de Paris - Visita a Torre e Preços
Uma das gárgulas que você pode ver bem de pertinho da torre da Notre-Dame

O acesso é pelo lado de fora da Catedral, do lado esquerdo. Você com certeza vai ver uma fila na rua. Os horários são diariamente, das 10h às 17h30, com horários estendidos no verão e nos fins de semana. Mas fique atento pois o acesso termina 45 minutos antes da hora de encerramento.

A entrada é paga, mas a visita está inclusa no Paris Museum Pass. Para preços e maiores informações, consulte o site da Notre-Dame, tem várias informações sobre a arquitetura, fachada, vitrais, etc.

A visita às torres é gerida pelo Centre des Monuments Nationaux

 

Tendo visitado a Notre-Dame, você circular no seu entorno, há vários cantos bonitos para fotografá-la com o Rio Sena como cenário.

  • Square du Jean XXIII: essa praça bem tranquila fica na parte detrás da igreja (fachada leste) e também é um dos meus pontos preferidos da região. Não somente meu, aparentemente. Uma das cenas do filme de Woody Allen, “Meia Noite em Paris” também foi rodada por aqui. A estátua da Virgem, bem no centro da praça, é de 1845.
Paris Ile de la Cite: Square du Jean XXIII
A simpática e tranquila Square du Jean XXIII: fuja para cá se estiver cansado de ver tanto turista

Apesar de não ficar na Ile de la Cité, vale a pena dar um pulinho na livraria Shakespeare and Company e na Square René Viviane. Elas são acessadas através de uma ponte bem em frente a Notre-Dame (olhando para a frente da igreja, você segue para a direita).

Paris e Notre-Dame a partir da Square René Viviani
Notre-Dame vista a partir da Square René Viviani
  • Shakespeare and Company: para encerrar o dia, dê uma passadinha nessa livraria que já apareceu em vários filmes, entre eles “Antes do Pôr-do-Sol”, um dos filmes que guiaram nossa viagem. Lá dentro não pode tirar fotos, mas a visita é irresistível e você se sente, por alguns momentos, realmente um parisiense atrás de um bom livro para sua tarde.
Paris e a livraria Shakespeare and Company
A livraria Shakespeare and Company é um dos lugares mais cinematográficos e típicos de Paris

Ainda terminamos o dia com a impressão de que havia muito ainda para fazer por essa cidade. Nossos planos para aquele dia também incluíam a Ile St. Louis. Não deu.

Nessa viagem, foi o que conseguimos fazer. Mas Paris é assim, por mais que você a conheça e por mais que você a visite, sempre vai ficar um gostinho e uma vontade de voltar em breve.

Confira também: O que fazer em Paris – Os 10 Melhores Pontos Turísticos

Fonte: Paris – Site Oficial de Turismo
Leia também: Viajoteca – Notre-Dame de Paris
Para nós, ficou faltando: Direto de Paris – Ile Saint Louis

 

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Fabio Pastorello

Fabio Pastorello

Editor do Viagens Cine, fotógrafo e videomaker. Curte cinema e leva a vida e as viagens com toques de romance, drama e aventura. Formado em Letras, ex-bancário e muito mais feliz como blogueiro de viagens.

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