Subida ao Cume do Vulcão Osorno, Chile

Vulcão Osorno, Chile: Lagos Andinos

Quem olha o vulcão Osorno de longe, avista um vulcão de forma perfeita, que torna a paisagem do Lago Llanquihue ainda mais bonita. Mas ao observar o belo vulcão de longe, a gente nem imaginava que ia subir até o cume dele.

Depois de ter feito um passeio de barco no Lago de Todos os Santos e visitado os impressionantes Saltos de Petrohué, ainda sobrou um tempinho no nosso dia.

E estávamos tão perto da base do imponente Vulcão Osorno, que pensamos: porque não chegar mais perto. As placas indicavam o caminho e resolvemos segui-las. Já tínhamos visto em alguns blogs de viagem que existe um teleférico e que ele funciona durante todo o ano.

Confira a seguir o que encontrar nesse trajeto até o topo de um dos vulcões mais lindos e perfeitos do Chile. Nós não imaginávamos que encontraríamos uma das paisagens mais cinematográficas de nossa viagem aos Lagos Andinos, no sul do país.

Subida ao Cume do Vulcão Osorno, Chile – Lagos Andinos

Como funciona o teleférico até o topo do Osorno, quando ir e que roupa levar

Salve esse Pinterest para consultar depois

Como é a subida de teleférico até o cume do Vulcão Osorno, na região dos Lagos Andinos #Chile #PuertoVaras #Osorno #Vulcao #Viagem

Mais um dia de viagem em Puerto Varas, sul do Chile. Pegamos o nosso carro alugado e seguimos para o Lago de Todos os Santos, e depois para os Saltos de Petrohué.

Saltos de Petrohué e Lago de Todos os Santos

Ao montar um roteiro de viagem, a gente nunca tem ideia de quanto tempo irá levar em cada lugar. Por isso, só tínhamos planejado esses dois lugares para nosso dia. Mas eis que chegou a hora do almoço e já tínhamos conhecido tudo o que tinha no nosso roteiro.

Sobravam algumas horas do nosso dia e um vulcão lindo para conhecer.

Vulcão Osorno, Chile: Lagos Andinos
O belíssimo Vulcão Osorno, visto a partir de Puerto Varas com o Lago Llanquihue

Como Chegar ao Vulcão Osorno

Pronto, nossa terceira parada do dia seria no Vulcão Osorno. Olhando de longe, parecia que a área com neve estava muito longe da base e, portanto, inacessível. Mas coloquei o caminho no aplicativo (Vulcão Osorno Centro de Ski e Montanha) e seguimos de carro.

A verdade é que há uma estrada (cerca de 30 minutos a partir dos Saltos de Petrohué) bem estreita e sinuosa, que vai subindo o vulcão até chegar no ponto onde a neve começa. No caminho, havia alguns trechos com neve, mas todos fora da estrada.

Vulcão Osorno, Chile: Lagos Andinos
A estrada até o Vulcão Osorno é sinuosa e com visual incrível para o Lago Llanquihue

Subimos no mês de setembro, final do inverno e quando boa parte da neve já tinha ido embora. 

Para quem viaja sem carro, a dica é agendar um passeio com algumas das agências em Puerto Varas. O passeio custa em média CLP 20.000,00 por pessoa.

Vulcão Osorno Centro de Ski, Chile
Mapa dos Saltos de Petrohué até o Vulcão Osorno

Osorno: um vulcão com neve permanente

No Vulcão Osorno Centro de Ski e Montanha, há uma estrutura com amplo estacionamento, café, restaurante, banheiros e algum comércio. O restaurante Mirador possui uma bela vista para a região. 

Apesar de ser um vulcão ativo, tanto o cume como a cratera do Osorno encontram-se totalmente cobertos por um glaciar permanente. Isso permite que o teleférico funcione o ano inteiro e seja um bom passeio para os visitantes, mesmo fora da temporada de ski.

Vulcão Osorno, Chile: Lagos Andinos
Vista do Vulcão Osorno Centro de Ski, estrutura de apoio para subir até o cume através do teleférico

Fomos adquirir nosso ingresso. Há diferentes preços de acordo com a temporada e com as atividades.

Nós só iríamos usar o teleférico mesmo (eles chamam de telesillas). Há dois percursos, somente para a primeira parada custa CLP 12.000,00 e para os dois teléfericos custa CLP 16.000,00 (referência: setembro/2017).

Na bilheteria, a moça nos aconselhou a comprar os dois trechos. OK, ela era meio suspeita pois estava vendendo os ingressos, mas resolvemos acreditar. 

Subindo de teleférico até o cume do Vulcão Osorno

Vulcão Osorno, Chile: Lagos Andinos
Entrada da cafeteria: altura da neve depende da época do ano

Antes de subir, vale olhar o site do Vulcão Osorno, que fornece uma série de informações sobre o dia seguinte: temperatura, estado do caminho, se os teleféricos estarão operantes, estado das pistas e quantidade de neve.

Para a nossa visita, a neve na última estação (1.670 metros), teria 350 cm.

A quantidade de neve depende da época do ano, obviamente, mas o cume do Osorno possui neve permanente. Mas nas áreas onde desembarcamos do teleférico, pode não haver neve no verão. 

O primeiro percurso avança até 1.450 metros de altitude. Prepare-se, pois mesmo com sol, faz muito frio.

Vulcão Osorno, Chile: Lagos Andinos
Subindo o teleférico do Vulcão Osorno: medo de altura pode ser um problema

O teleférico é bem aberto e de início fiquei meio atônico com a altura e com a falta de “segurança”. Qualquer deslize e poderíamos cair. Soma-se o fato de que só descobrimos que havia uma trava de segurança no meio da subida hahaha.

Enfim, chegamos na primeira parada. Para embarcar nos teleféricos, que não param nunca, é preciso ficar no caminho deles. E eles te levam quando passam. Para desembarcar, é só sair para as laterais.

A primeira parada não é muito interessante, então seguimos para a segunda subida. Valeu a dica da vendedora do teleférico. 

Que roupa levar para o topo?

A temperatura esfria ainda mais, e a neve domina completamente a paisagem. O visual com o vulcão Calbuco, o Lago Llanquihue e todas as montanhas da região é de tirar o fôlego.

Vulcão Osorno, Chile: Lagos Andinos
O visual na última parada do teleférico é impressionante

Lá no alto, tiramos fotos, caminhamos pela neve (com tênis mesmo, molhou um pouco, mas foi tranquilo) e fizemos guerra de neve.

Para os trajes no frio, recomendamos usar segunda pele, jaqueta corta-vento acolchoada, duas meias e tênis altos. Luvas, cachecóis e gorros também são boas opções, embora não sejam essenciais (pelo menos na época da nossa visita, mas acredito que em tempo nublado eles ajudariam bastante).

Uma coisa que tínhamos esquecido eram os óculos escuros, essenciais por causa da claridade na neve. Dá para alugar no local por CLP 1.500,00.

Outra coisa que salvou nossa vida foram as luvas. Inventamos de brincar na neve e fazer bolas com a neve. Quando vimos, estávamos com as mãos molhadas e muito geladas, e com o frio da altitude, ficou quase insuportável. Sorte que estávamos com luvas térmicas e colocamos rapidamente.

Vulcão Osorno, Chile: Lagos Andinos
Guerra de neve no alto do vulcão Osorno? Lógico que rolou
Vulcão Osorno, Chile: Lagos Andinos
Pra quem curte, imagina só esquiar com um visual desses

Vale a pena ir até o Vulcão Osorno?

Aproveitamos muito o tempo por lá. Foi absolutamente sensacional e o melhor do dia, para não dizer uma das melhores experiências de toda a viagem ao Chile.

Uniu a experiência de ter contato com a neve (que também poderíamos ter no Valle Nevado ou em Farellones, na região de Santiago) e ainda um visual de tirar o fôlego.

Na volta para Puerto Varas, ainda paramos na Lagoa Verde (nada imperdível) e em um mirante no próprio Lago Llanquehue. O caminho de volta foi tão lindo como o de ida, mas logo chegamos de volta em Puerto Varas, para ver mais um pôr do sol incrível.

Veja também:
O que fazer no Chile: Roteiro de Viagem

Vulcão Osorno, Chile: Lagos Andinos
Cenas de nosso retorno do Vulcão Osorno para Puerto Varas

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Fabio Pastorello

Fabio Pastorello

Editor do Viagens Cine, fotógrafo e videomaker. Curte cinema e leva a vida e as viagens com toques de romance, drama e aventura. Formado em Letras, ex-bancário e muito mais feliz como blogueiro de viagens.

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